Agrupamento de Escolas de Gondifelos

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WeAreChampions mai2019No passado dia 4 de Junho pelas 18h30, a Sala Mais foi palco do encerramento do projeto solidário “porque o IPO não caminha só” entre o AEG e o IPO do Porto. Foi um fim de tarde fantástico e rico! Cheio de palmas e risos.

 

DE ONDE VEIO?
Entre o Agrupamento de Escolas de Gondifelos e o Serviço de Pediatria do IPO do Porto, urdiu-se uma trama de laços de bondade. Tudo começou por um sonho embrionado no desafio lançado na abertura do ano letivo pelo Dr Jones Maciel. Tendo por base a comparação entre a escola e um aquário, todos os professores foram desafiados, no âmbito das suas competências profissionais e pessoais a desenvolver atividades que proporcionassem uma sã e educativa (com)vivência entre os diferentes seres do aquário, fortalecendo, assim, o lema “aprender e ser feliz”. Daqui surgiu a interrogação: “se a escola fosse um aquário e se neste existisse um peixe gravemente doente, que poderíamos fazer por ele?”
Como voluntária da Pediatria do IPO, imediatamente lembrei-me que as crianças e jovens com doença oncológica, devido aos tratamentos para a aniquilar de abandonar a escola. Como sabem, o IPO é uma casa onde “vivem” bebés, crianças e jovens com algumas rotinas específicas, mas, também com muitas semelhantes às nossas ( dormem, brincam, choram, riem, cantam, estudam, jogam, todos os dias se vestem, calçam sapatilhas, poem bonés e fitinhas na cabeça como se fossem à rua, ainda que não saiam do seu quarto ou da salinha). E que pode a escola fazer por elas, como pode minimizar o seu sofrimento?
Após partilhada e analisada esta ideia com alguns colegas e com a Direção, teve luz verde, o projeto solidário “…porque o IPO não caminha só”, título bem sugerido pelo Carlos Oliveira, membro da equipa de coordenação.

O QUE FEZ?
A primeira etapa nascida nos vários corações bondosos deste Agrupamento consistiu em doar brinquedos para os meninos do IPO. Mas, até, esta dávida tem regras: tudo deve ser absolutamente não usado, novo e, preferencialmente, embrulhado em invólucro cerrado para se evitar a contaminação dos futuros utilizadores-doentes.
Assim, surgiu o concurso “EU quero ajudar!”
E o AEG aderiu: sob a orientação dos diretores de turma, criou lindas caixas de cartão que, mensalmente, foram enchidas com os artigos, indicados na lista fornecida pelo Serviço Lúdico-Pedagógico, da Pediatria do IPO Porto, necessários ao desenvolvimento das atividades com os doentes, quer na salinha de apoio à consulta externa, quer na salinha de apoio ao internamento quer no isolamento.
Para adquirir os materiais mais dispendiosos fizemos um espetáculo musical alusivo ao natal, uma Feira de Velharias e, ainda, uma Tombola de Páscoa.

O QUE QUER?
A nível do AEG, a incansável equipa coordenadora deste projeto (Carla Castelo Branco, Carlos Oliveira, Irene Santos, Rosa Dias e Rosa Guedes), mais do que uma simples recolha de bens materiais, pretendeu uma sementeira de afetos e de saberes sobre a doença oncológica infantojuvenil: como a evitar e como lidar com ela.
Para cumprir o primeiro objetivo, desafios de escrita criativa foram lançados, mensalmente, em contexto de oficina de escrita, aulas de substituição, e individualmente e, desta plantação colhemos uma belíssima antologia escrita pelo punho de alunos, professores, encarregados de educação e ilustrada com a imaginação amorosa e esperançada, de várias crianças utentes do IPO-Porto.
Para desmistificar o “espaço” IPO como o local onde se vai para morrer, organizou-se o evento “we are the Champions” ,conclusivo deste projeto solidário que, além do valioso contributo de diversas entidades locais (Vereação da Saúde Pública e Direção Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Ave) incluiu, ainda, uma mesa redonda variadíssima enriquecida com:
1. os testemunhos dos pais do GUI, uma criança de VNF que adquiriu a leucemia aos 2 anos e que agora com 8 anos está na fase da manutenção; e por fim o testemunho da veterana Joana Ferreira que teve um cancro ósseo aos 11 anos e hoje aos 30 está curada. Com determinação tirou o curso de Psicologia embora, atualmente, esteja desempregada.
2. os esclarecimentos diversos no âmbito da oncologia infantojuvenil partilhados pela Dra. Cristiana Fonseca da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Dra. Sílvia Silva, médica oncologista de pediatria, e duas docentes do serviço Lúdico Pedagógico da Pediatria do IPO: Nazaré Martins e Filomena Maia.
3. A seguir, patrocinada pela CEVE (Cooperativa Elétrica do Vale d’Este) foi lançada a antologia “ENCONTROS com a BONDADE” cuja capa foi desenhada por alunos de Educação Visual sob a orientação da prof. Ana Silva e cuja montagem e design gráfico é da autoria do prof. Carlos Bom.
4. Finalmente, foram distribuídos “óscares literários” aos artistas das “fabulosas ilustrações” e aos Escritores Vencedores do 1º aos 3º ciclos, ali presentes.
A Inês Moreira, criança com doença oncológica, em fase final dos tratamentos, por se encontrar em isolamento recebeu o seu prémio na sua residência.

PARA ONDE VAI?
Esta colheita de bondade espelhada em “ENCONTROS COM A BONDADE- escrita a várias mãos” já saiu dos muros da nossa escola, já chegou às famílias da nossa comunidade escolar, a casa dos paroquianos de Gondifelos, às bibliotecas escolares do Concelho e a inúmeras famílias de norte a sul do país cujos filhos vivem, temporariamente, no IPO esta temível doença: o cancro.
Uma antologia feita a várias mãos, com tramas essenciais: o amor, a bondade e a esperança.
Quem quer que a folheie ou leia, acreditará sempre que a vida é feita de mudança, nada é interminável e o sofrimento oncológico além de cuidados médicos precisa, também de inúmeras gotas de bondade, ternura e fé.


O QUE DIZEM DELE?
“Estimado Senhor Diretor do Agrupamento de Escolas de Gondifelos
Professor Jones Maciel,
Queremos em primeiro lugar dar os parabéns pela escola e pelo projeto.
Percebemos pela forma como envolveu toda a comunidade educativa, que foi um processo trabalhoso e só possível com o empenho e muita dedicação.
Aos professores que professam formar cidadãos conscientes, responsáveis e solidários, aos alunos que aprendem a ser melhores pessoas, que adquirem outros saberes para além dos curriculares formais, permitindo-lhes fazer melhor, levam-nos a acreditar que este mundo pode ser diferente.
Aos pais, sempre atentos aos desafios que lhes são colocados e restante comunidade educativa o nosso reconhecido agradecimento.
Foi um fim de tarde que nos alegrou a alma e encheu o coração.
Com os melhores cumprimentos.
Filomena Maia | Coordenadora Equipa Lúdico Pedagógica | Serviço de Pediatria”

O nosso adubo foi: o empenho, a dedicação, a união, a persistência que nos permitiu crescer em bondade, crescer como equipa independentemente do local onde nos encontrássemos: na escola ou no hospital.
Quisemos, acreditámos, fizemos.
A todos a nossa profunda gratidão.

Pela Equipa de Coordenação,
Rosa Guedes

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